Mensagem do Dia

Um determinado rei decidiu construir para si um castelo esplendoroso, como nunca se havia escutado falar.

Os ministros procuraram e encontraram um arquiteto muito famoso e talentoso e pediram para que preparasse um projeto para o castelo real.

Passado algum tempo, o arquiteto apresentou o projeto que havia realizado para o rei, que maravilhado, o contratou para iniciar a construção de imediato.

Apenas uma exigência foi feita pelo rei: que o castelo estivesse pronto no prazo de um ano, quando daria uma grande festa em comemoração ao seu primeiro ano de reinado.

Várias empreiteiras foram contratadas para realizar o serviço e, de fato, o castelo ficou pronto um mês antes do prazo estipulado.

O rei e todos os ministros ficaram deslumbrados com toda a beleza do castelo, que era mais belo que qualquer outro já existente.

Para realizar a pintura do grande salão real, foram contratados quatro pintores especialistas, um para cada parede.

Três pintores começaram imediatamente o trabalho, mesclando cores e realizando desenhos magníficos, enquanto que o pintor da quarta parede ficou na dele, sem mover um dedo.

“Por que você não começa a trabalhar?” perguntou seu companheiro, “Se você não começar agora, não conseguirá concluir a tempo!”

“Não se preocupe,” respondeu o pintor preguiçoso, “eu vou conseguir....”

Após um mês de extenuoso trabalho, os três pintores conseguiram concluir a pintura das três paredes, que ficaram belíssimas, com as cores e desenhos pintados por eles.

No entanto, a quarta parede permanecia como antes....

Um dia antes do prazo estipulado pelo rei para a inauguração do castelo, chegou o quarto pintor e preencheu a quarta parede com grandes espelhos, que ao refletirem as outras paredes proporcionavam um belíssimo efeito.

Quando o rei entrou no castelo e observou o salão com suas lindas paredes, ficou tão feliz com o trabalho realizado pelos pintores, que na mesma hora decidiu lhes dar uma recompensa.

Ele pediu para que seus serviçais lhe trouxessem três sacos, e em cada um colocou várias moedas de ouro e jóias.

Ele então pediu para que fossem pendurados nas paredes que foram pintadas, um em cada parede, e disse para os respectivos pintores que isto era uma apreciação real pelo magnífico trabalho realizado por eles, e que cada um poderia pegar o saco em sua “respectiva parede”.

“E qual é a minha recompensa?” perguntou o pintor preguiçoso.

“Sua recompensa,” respondeu o rei, “está também na sua parede, refletida pelo espelho!”

04/04/2014




Aconteceu com um professor que sempre "batia de frente" com um de seus alunos. Ele dizia que o menino era inquieto e fazia muita bagunça na sala de aula. Não passava um dia sem que o garoto recebesse um castigo, e às vezes ele era expulso da sala e recebia suspensão de um ou dois dias.

Então, certo dia o professor chamou o pai do garoto e disse: "É impossível continuar assim! Seu filho precisa tomar um calmante para diminuir a hiperatividade! Ele precisa se acalmar para melhorar sua atenção e concentração!" No princípio, o pai tentou convencê-lo que seu filho era uma criança calma e capaz de se concentrar nos estudos por horas a fio, porém o professor se manteve firme. Então o pai iniciou uma chantagem emocional, dizendo que era uma pessoa pobre e não tinha condições de arcar com as despesas do medicamento. Porém o professor continuou "na dele" e disse para o pai pedir esmola para conseguir o dinheiro necessário para a compra do remédio, já que sem a medicação seria impossível manter o garoto na escola.

Sem escolha, o pai concordou em comprar o remédio, porém ainda fez uma pergunta, "Eu e minha esposa saímos cedo de casa para trabalhar, então como poderemos dar o remédio para o nosso filho perto do horário das aulas?
"Não se preocupe," disse o professor,"Eu me preocuparei para que ele receba o medicamento a cada manhã."
"Eu não gostaria que toda a classe visse meu filho tomando o calmante!" retrucou o pai.

"Fica frio, eu o enviarei todos os dias para a sala dos professores e pedirei a ele para me preparar um cafezinho, e então ele tomará escondido o remédio que estará no armário." As palavras do professor foram recebidas pelo pai.

E então, assim foi. O pai comprou o remédio com seu dinheiro e a cada dia o menino tomava um comprimido. O resultado? Fantástico! O menino se transformou no gênio da turma!

Após dois meses, o pai sentou-se com seu filho e perguntou como estava indo nas aulas. O filho respondeu, "Escuta só uma coisa pai, algo de estranho que está acontecendo. Já tem dois meses que há silêncio na sala de aula e o professor não implica nem grita comigo.

" O pai então perguntou, "E qual o motivo para isso filho?"

Então o filho deu uma resposta surpreendente, "O motivo eu não sei, porém o que sei é que a cada manhã o professor me manda para sua sala para preparar um café. Eu chego lá, pego um pequeno comprimido do armário e coloco no copo de café. O professor bebe e fica super tranquilo...."

Ficou claro que quem sofria de inquietude e problemas na concentração era nada mais nada menos que o próprio professor, que compreendeu que o problema era seu. Ele era o culpado e não o aluno. Ele pediu desculpas ao menino, que imediatamente lhe perdoou.

Agora o professor pergunta ao Rav Zilberstein, "Eu estou obrigado a devolver ao pai do menino o dinheiro gasto com o medicamento?"

De acordo com a lei estrita, parece que o professor precisa pagar pelo remédio, uma vez que ficou claro que ele era o culpado e era ele quem precisava do remédio e teve proveito dele. Por outro lado, já que o pai comprou o remédio com o objetivo que seu filho continuasse os estudos com sucesso, foi bom para ele ter uma despesa dessas, e o pai ainda teve dois proveitos, um que seu filho não foi expulso da escola e outro que a partir de agora não "precisa mais tomar remédios!"....

De todos modos, a mensagem desta história é incrível! Muitas vezes nos apressamos em culpar o próximo e julgá-lo para o mal. É muito importante sempre refletirmos se o que achamos dos outros não se refere a nós mesmos! E em particular, se alguém pretende aplicar um castigo a um aluno ou ao seu filho, a pessoa tem que pensar muito, se o castigo realmente se aplica a eles....

03/04/2014
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Ela deu um pulo assim que viu o cirurgião a sair da sala de operações.
Perguntou:
‘ Como é que está o meu filho? Ele vai ficar bom? Quando é que eu posso vê-lo?’
O cirurgião respondeu:
‘Tenho pena. Fizémos tudo mas o seu filho não resistiu.
Sally perguntou:
‘Porque razão é que as crianças pequenas tem cancro? Será que Deus não se preocupa? Aonde estavas Tu, Deus, quando o meu filho necessitava?’
O cirurgião perguntou:
‘Quer algum tempo com o seu filho? Uma das enfermeiras irá trazê-lo dentro de alguns minutos e depois será transportado para a Universidade.’
Sally pediu à enfermeira para ficar com ela enquanto se despedia do seu filho. Passou os dedos pelo cabelo ruivo do seu filho.
‘Quer um caracol dele?’ Perguntou a enfermeira.
Sally abanou a cabeça afirmativamente. A enfermeira cortou o cabelo e colocou-o num saco de plástico, entregando-o a Sally.
‘Foi ideia do Jimmy doar o seu corpo à Universidade porque assim talvez pudesse ajudar outra pessoa’, disse Sally. No início eu disse que não, mas o Jimmy respondeu:
‘Mãe, eu não vou necessitar do meu corpo depois de morrer. Talvez possa ajudar outro menino a ficar mais um dia com a sua mãe.’
Ela continuou:
‘O meu Jimmy tinha um coração de ouro. Estava sempre a pensar nos outros. Sempre disposto a ajudar, se pudesse.’
Depois de aí ter passado a maior parte dos últimos seis meses, Sally saiu do ‘Hospital Children’s Mercy’ pela última vez.
Colocou o saco com as coisas do seu filho no banco do carro ao lado dela.
A viagem para casa foi muito difícil. Foi ainda mais difícil entrar na casa vazia. Levou o saco com as coisas do Jimmy, incluindo o cabelo, para o quarto do seu filho.
Começou a colocar os carros e as outras coisas no quarto exactamente nos locais onde ele sempre os teve. Deitou-se na cama dele, agarrou a almofada e chorou até que adormeceu.
Era quase meia-noite quando acordou e ao lado dela estava uma carta.

A carta dizia:
‘Querida Mãe,
Sei que vais ter muitas saudades minhas; mas não penses que me vou esquecer de ti, ou que vou deixar de te amar só porque não estou por perto para dizer ‘Amo-te’. Eu vou sempre amar-te cada vez mais, Mãe, por cada dia que passe.
Um dia vamos estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia, se quiseres adoptar um menino para não ficares tão sozinha, por mim está bem.
Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se preferires uma menina, ela talvez não vá gostar das mesmas coisas que nós, rapazes, gostamos. Vais ter que comprar bonecas e outras coisas que as meninas gostam, tu sabes.
Não fiques triste a pensar em mim. Este lugar é mesmo fantástico. Os avós vieram ter comigo assim que eu cheguei para mo mostrar, mas vai demorar muito tempo para eu poder ver tudo. Os anjos são mesmo fixes.
Adoro vê-los a voar. E sabes uma coisa? O Jesus não parece nada como se vê nas fotos, embora quando o vi o tenha conhecido logo. Ele levou-me a visitar Deus! E sabes uma coisa? Sentei-me no colo d’Ele e falei com Ele, como se eu fosse uma pessoa importante. Foi quando lhe disse que queria escrever-te esta carta, para te dizer adeus e tudo mais.
Mas eu já sabia que não era permitido.
Mas sabes uma coisa Mãe? Deus entregou-me papel e a sua caneta pessoal para eu poder escrever-te esta carta.. Acho que Gabriel é o anjo que te vai entregar a carta.
Deus disse para eu responder a uma das perguntas que tu Lhe fizeste, ‘Aonde estava Ele quando eu mais precisava ?’ Deus disse que estava no mesmo sítio, tal e qual, quando o filho dele, Jesus, foi crucificado.
Ele estava presente, tal e qual como está com todos os filhos dele.
Mãe, só tu é que consegues ver o que eu escrevi, mais ninguém. As outras pessoas vêm este papel em branco. É mesmo fixe não é?
Eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para ele poder continuar a escrever no seu Livro da Vida.
Esta noite vou jantar na mesma mesa com Jesus. Tenho a certeza que a comida vai ser boa.
Estava quase a esquecer-me: já não tenho dores, o cancro já se foi embora.
Ainda bem porque já não podia mais e Deus também não podia ver-me assim. Foi quando ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar. O anjo disse que eu era uma encomenda especial! O que dizes a isto?’

Assinado com Amor de Deus, Jesus e de Mim.

02/04/2014

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Naquele dia de sol, Antônio chegou feliz e estacionou o reluzente caminhão em frente à porta de sua casa. Após 20 anos de muita economia e intenso trabalho, sacrificando dias de repouso e lazer, ele conseguiu: comprou um caminhão.

Orgulhoso, entrou em casa e chamou a esposa para ver a sua aquisição. A partir de agora, seria seu próprio patrão.

Ao chegar próximo do caminhão, uma cena o deixou descontrolado. Seu filho de apenas seis anos estava martelando alegremente a lataria do caminhão.

Irritado e aos berros, ele investiu contra o pequeno filho. Tomou o martelo das mãos dele e, totalmente fora de controle, martelou as mãozinhas do garoto.

Sem entender o que estava acontecendo, o menino se pôs a chorar de dor, enquanto a mãe interferiu e retirou o pequeno da cena.

Na seqüência, ela trouxe o marido de volta à realidade e juntos levaram o filho ao hospital, para fazer curativos.

O que imaginavam, no entanto, fosse simples, descobriram ser muito grave. As marteladas nas frágeis mãozinhas tinham feito tal estrago que o garoto foi encaminhado para cirurgia imediata.

Passadas várias horas, o cirurgião veio ao encontro dos pais e lhes informou que as dilacerações tinham sido de grande extensão e os dedinhos tiveram que ser amputados.

De resto, falou o médico, a criança era forte e tinha resistido bem ao ato cirúrgico. Os pais poderiam aguardá-lo no quarto, para onde logo mais seria conduzido. 

Com um aperto no coração, os pais esperaram que a criança despertasse. Quando, finalmente, abriu os olhos e viu o pai o menino abriu um sorriso e falou:

- Papai, me desculpe, eu só queria consertar o seu caminhão, como você me ensinou outro dia. Não fique bravo comigo.

O pai, com lágrimas a escorrer pela face, em desconsolo, se aproximou mais e lhe disse que não tinha importância o que ele havia feito. Mesmo porque, a lataria do caminhão nem tinha sido estragada.

O menino insistiu:

- Quer dizer que não está mais bravo comigo?

- Não, mesmo, falou o pai.

- Então, perguntou o garoto, se estou perdoado, quando é que meus dedinhos vão nascer novamente?


“O que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a sociedade”. - Karl Mannheim

28/03/2014

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O presente da costureira de colchas

Era uma vez uma costureira de colchas que vivia numa casa no cimo das montanhas de bruma azulada. Até o mais idoso dos tetravôs não se lembrava de um tempo em que ela não estivesse lá em cima a coser, dia após dia.

Aqui e ali, e onde quer que o sol aqueça a terra, dizia-se que ela fazia as colchas mais belas que alguma vez se tinha visto.

Os azuis pareciam vir do mais profundo do oceano; os brancos, das neves mais boreais; os verdes e os púrpuras, das abundantes flores silvestres; os vermelhos, os cor-de-rosa e os cor-de-laranja, do mais maravilhoso dos pores-do-sol.

Algumas pessoas diziam que os seus dedos eram mágicos. Outras murmuravam que as suas agulhas e tecidos eram dádivas do povo das fadas. E outras diziam ainda que as colchas tinham caído de anjos que por ali passavam.

Muita gente subia a montanha, com os bolsos a abarrotar de oiro, na esperança de comprar uma daquelas maravilhosas colchas. Mas a costureira não as vendia.

— Dou as minhas colchas aos que são pobres ou não têm casa — dizia a todos os que lhe batiam à porta. — Não são para os ricos.

Nas noites mais frias e escuras, a costureira descia até à cidade, no sopé da montanha. Percorria as ruas calcetadas até encontrar alguém a dormir ao relento. Então, tirava do saco uma manta acabada de fazer, enrolava-a nos ombros dos que tremiam de frio, aconchegava- os bem, e afastava-se depois em bicos de pés.

No dia seguinte, depois de beber uma chávena fumegante de chá de amoras, começava uma nova manta.

Por esta altura, vivia também um rei, senhor de muito poder e ambição, que, mais do que tudo, gostava de receber prendas.

Os milhares e milhares de lindíssimos presentes que recebia pelo Natal e pelo seu aniversário nunca lhe chegavam. Proclamou, então, uma lei que dizia que o rei passaria a festejar o seu dia de aniversário duas vezes por ano.

Quando isto também deixou de o satisfazer, deu ordens aos seus soldados para procurarem pelo reino as poucas pessoas que ainda não lhe tinham dado prenda alguma.

No decurso dos anos, o rei foi ficando com quase todas as coisas mais bonitas do mundo. Os seus inúmeros bens estavam empilhados um pouco por todo o castelo. Em gavetas ou prateleiras, em caixas e arcas, em armários e sacos.

Coisas que brilhavam, cintilavam e tremeluziam.

Coisas extravagantes e práticas.

Coisas misteriosas e mágicas.

Eram tantas, que o rei tinha uma lista de tudo o que possuía.

Mas, apesar de ser dono de todos estes tesouros maravilhosos, o rei não sorria. Não era nada feliz.

— Deve haver, algures, algo de bonito que me faça, finalmente, sorrir — ouvia-se o rei dizer muitas vezes. — E hei de tê-lo.

Um dia, um soldado entrou precipitadamente no castelo com a notícia de uma mágica costureira de colchas que vivia nas montanhas.

O rei bateu com o pé no chão.

— E por que razão essa pessoa nunca me deu nenhuma das suas colchas de presente? — perguntou ele.

— Ela só as faz para os pobres, Vossa Majestade — respondeu o soldado. — E não as vende por dinheiro algum.

— Isso é o que vamos ver! — bradou o rei. — Tragam-me um cavalo e mil soldados.

E partiram à procura da costureira de colchas.

Quando chegaram a casa dela, esta limitou-se a rir.

— As minhas colchas são para os pobres e necessitados, e vê-se facilmente que não és nem uma coisa nem outra.

— Eu quero uma dessas colchas — exigiu o rei. — Talvez seja o que finalmente me fará feliz.

A mulher pensou por um momento.

— Oferece tudo o que tens — disse — e então far-te-ei uma manta. Por cada prenda que deres, acrescento um quadrado à manta. Quando tiveres dado todas as tuas coisas, a tua manta estará terminada.

— Dar todos os meus maravilhosos tesouros? — gritou o rei. — Eu não dou, eu recebo!

E, dito isto, deu ordem aos soldados para se apoderarem da linda manta de estrelas da costureira.

Mas, quando se precipitaram sobre ela, a mulher lançou a manta pela janela e uma forte rajada de vento levou-a.

O rei ficou muito zangado. Levou a costureira montanha abaixo, atravessou a cidade e subiu outra montanha, onde os seus ferreiros reais fizeram uma grossa pulseira de ferro. Acorrentaram-na a uma rocha, na gruta de um urso que estava a dormir.

O rei pediu-lhe novamente uma manta, e uma vez mais ela recusou.

— Muito bem, então — respondeu o rei. — Vou deixar-te aqui. Quando o urso acordar, tenho a certeza de que vai fazer de ti um ótimo pequeno-almoço.

Quando, algum tempo mais tarde, o urso abriu os olhos e viu a costureira na gruta, equilibrou-se nas fortes pernas traseiras e soltou um rugido que sacudiu os ossos da mulher. A costureira ergueu os olhos para o urso e abanou tristemente a cabeça.

— Não admira que sejas tão resmungão — disse. — Para além de rochas, não tens nada onde possas à noite descansar a cabeça. Arranja-me um braçado de agulhas de pinheiro e, com o meu xale, far-te-ei uma almofada grande e fofa.

E foi isso que fez. Nunca ninguém fora antes tão amável para com o urso. Este partiu a pulseira de ferro da mulher e lhe pediu que lhe fizesse companhia durante a noite.

Mas, embora o rei desempenhasse bem o papel de homem ambicioso, desempenhava mal o papel de homem malvado. Durante toda a noite não conseguiu dormir, a pensar na pobre mulher, na gruta.

— Oh, meu Deus, o que é que eu fui fazer? — lamentava-se.

Acordou os soldados e lá marcharam todos em pijama até à gruta, para a salvarem. Mas, quando chegaram, o rei encontrou a costureira e o urso a tomarem um pequeno-almoço de frutos silvestres e mel.

Então, o rei esqueceu por completo a pena que sentira e voltou a ficar zangado. Ordenou aos construtores reais de ilhas que construíssem uma ilha tão pequena que a costureira só lá pudesse ficar em bicos de pés.

Novamente o rei lhe pediu uma manta e novamente ela recusou.

— Muito bem — respondeu o rei. — Esta noite, quando estiveres demasiado cansada para te manteres em pé e quiseres deitar-te para dormir, afogar-te-ás.

E o rei deixou-a só na minúscula ilhota.

Pouco depois de ele partir, a costureira viu um pardal atravessar o grande lago. Soprava um vento forte e violento e o pobre pássaro não parecia capaz de chegar a terra. A costureira chamou-o e ele poisou no ombro dela para descansar. Como o pobre e cansado pardal estava a tremer, a senhora fez-lhe uma capa de um pedaço de tecido do seu colete púrpura.

Quando a ave se sentiu mais quente e o vento parou de soprar, levantou voo de novo, grato pelo que a costureira lhe tinha feito.

Dali a pouco, o céu escureceu devido a uma enorme nuvem de pardais. Com as asas sempre a bater, milhares deles desceram, pegaram na mulher com os seus pequeninos bicos e levaram-na em segurança para terra.

Novamente nessa noite, o rei não conseguia dormir a pensar na senhora, sozinha na ilha.

— Oh, meu Deus, o que é que eu fui fazer? — lamentava-se.

Voltou a acordar os soldados que estavam a dormir, e lá marcharam em pijama até ao lago, para libertarem a costureira. Mas, quando chegaram, ela estava sentada no ramo de uma árvore a coser minúsculas capas cor de púrpura para todos os pardais.

— Desisto! — gritou o rei. — O que tenho de fazer para me dares uma manta?

— Como já te disse — respondeu ela — oferece tudo o que tens e eu faço-te uma manta. E, por cada prenda que dês, acrescento mais um quadrado à tua manta.

— Não consigo fazer isso! — gritou o rei. — Eu adoro todas as minhas lindas e maravilhosas coisas.

— Mas, se elas não te fazem feliz — retorquiu a costureira — para que servem?

— Lá isso é verdade — suspirou rei.

E pensou muito, muito, no que ela dissera. Pensou durante tanto tempo, que as semanas se sucederam umas às outras.

— Pronto, está bem — disse entredentes. — Se tenho de me libertar dos meus tesouros, então que seja!

O rei regressou ao castelo e procurou, de uma ponta a outra, qualquer coisa da qual conseguisse abdicar.

De sobrolho franzido, lá acabou por encontrar um simples berlinde. Só que o rapazinho que o recebeu retribuiu-lhe o gesto com um sorriso tão radiante, que o rei regressou ao castelo para ir buscar mais coisas.

Por fim, pegou num monte de casacos aveludados e foi distribuí- los pelas pessoas vestidas de trapos. Ficaram todas tão contentes, que se puseram a desfilar pelas ruas da cidade.

Mas, ainda assim, o rei não sorria.

Em seguida, foi buscar uma centena de gatos siameses azuis, que dançavam valsas, e uma dezena de peixes transparentes como vidro. Depois, deu ordem para que trouxessem para fora o carrocel com os cavalos verdadeiros. As crianças gritaram de entusiasmo e puseram-se a dançar em redor dele.

O rei olhou à sua volta e viu as danças, a felicidade e a alegria que os seus presentes tinham trazido. Uma criança pegou-lhe na mão e puxou-o para dançar. O rei agora sorria e até soltava gargalhadas.

— Como é isto possível? — exclamou. — Como é possível eu sentir-me tão feliz por dar as minhas coisas? Tirem tudo cá para fora! Tirem tudo imediatamente!

Entretanto, a costureira manteve a sua palavra e começou a fazer uma manta especial para o rei. Por cada presente que ele dava, ela acrescentava mais um quadrado à manta.

O rei continuou a dar e a dar. Quando, por fim, não havia mais ninguém que não tivesse recebido alguma coisa, o rei decidiu ir pelo mundo e procurar outras pessoas que precisassem das suas prendas.

Antes de partir, o rei prometeu à costureira que lhe enviaria um pardal, de todas as vezes que desse alguma coisa.

De manhã, à tarde e à noite, as carroças partiam da cidade, cada uma delas carregada até cima com todos os objectos maravilhosos do rei. E durante anos e anos, os pardais mensageiros foram voando até ao peitoril da janela da costureira, à medida que ele ia esvaziando lentamente os seus carros por onde quer que passasse, trocando os seus tesouros por sorrisos.

A costureira trabalhava sem parar e, pedaço a pedaço, a manta do rei foi crescendo, cada vez maior e mais bonita.

Por fim, certo dia, um pardal cansado entrou-lhe pela janela e poisou na agulha. A costureira compreendeu imediatamente que este era o último mensageiro. Deu o último ponto na manta e desceu a montanha em busca do rei.

Após uma longa busca, encontrou-o finalmente. As suas vestes reais estavam agora em farrapos e os dedos dos pés espreitavam-lhe das botas. Os olhos brilhavam de alegria e o riso era maravilhoso e sonoro. A costureira retirou do saco a manta e desdobrou-a. Era de tal forma bela, que borboletas e colibris esvoaçavam à sua volta. Ergueu- se em bicos de pés e pô-la à volta do rei.

— O que é isto? — exclamou ele.

— Prometi-te há muito tempo — disse ela — que, quando fosses pobre, te daria uma manta.

O sorriso radiante do rei fez cair maçãs e levou as flores a voltarem-se para ele.

— Mas eu não sou pobre — disse. — Posso parecer pobre mas, na verdade, o meu coração está cheio a mais não poder, com as recordações de toda a alegria que dei e recebi. Agora sou o homem mais rico.

— Mesmo assim, fiz esta manta só para ti — disse a costureira.

— Obrigado — respondeu o rei. — Mas só fico com ela se aceitares uma prenda minha. Há um último tesouro que ainda não dei. Guardei-o todos estes anos para ti.

O rei retirou o seu trono do carro velho e frágil.

— É mesmo muito confortável — disse o rei. — E o ideal para quem passa longos dias a coser.

A partir desse dia, o rei voltou muitas vezes à casa da costureira de colchas, que ficava bem lá em cima, perto das nuvens.

Durante o dia, a costureira fazia lindas colchas que não vendia e, à noite, o rei levava-as para a cidade. Procurava, então, os pobres e infelizes, pois nunca se sentia tão feliz como quando dava alguma coisa a alguém.

27/03/2014

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Esopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia.

Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente:

- Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da terra está à venda no mercado.

- Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa?

- Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da terra.

Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho.

Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se.

- Meu amo, não vos enganei, retrucou Esopo.

- A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir.

- Pela língua os ensinamentos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos.

- Acaso podeis negar essas verdades, meu amo?

- Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo.

- É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda terra.

Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a alguns minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro.

Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta:

- Por que vos admirais de minha escolha?

- Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios.

- Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido.

- Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social. 

- Acaso podeis refutar o que digo? Indagou Esopo.

Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade.

Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da Antigüidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo.


“Quando falar, cuide para que suas palavras sejam melhores do que o silêncio”.

26/03/2014


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Aquele fora um dia diferente...

A tarde caía rápida e fria e o vento na folhagem amarelada anunciava que a chegada do inverno estava próxima.

Mateus era um garoto de dez anos, e se acostumara às alegrias descontraídas de sua pequena família, composta pelos pais e uma irmã mais nova, que com ele compartilhava das brincadeiras infantis.

Mas a vida nem sempre nos reserva surpresas agradáveis. Era isso que Mateus descobrira naquele dia em que contemplava o corpo do pai, a quem tanto amava, estendido num caixão sobre a mesa.

Todos enxugavam o pranto, mas ele tinha nos olhos grossas lágrimas que se recusavam a cair. Nunca havia experimentado um sentimento igual. Era como se algo dentro do seu coraçãozinho tivesse se partido em mil pedaços.

O enterro foi consumado...

A vida deveria seguir seu curso, mas em seu lar faltava alguém. Faltava a figura respeitável do pai amado.

Sobrava um lugar à mesa. Sobrava o pedaço de frango predileto do papai. O pudim se demorava na geladeira. E Mateus pensava em como suportaria tanta amargura e saudade.

No entanto, a volta às aulas, às brincadeiras com a irmã, os piqueniques, as tardes no parque, trouxeram novo alento ao seu coração juvenil.

Um dia, a visita de uma amiga da família trouxe de volta as lembranças tristes. A mãe falava da falta que sentia do companheiro. Dizia que a saudade lhe acompanhava de perto e que era difícil a vida depois que o marido morrera.

E Mateus que, não muito longe escutava a conversa das amigas, aproximou-se e disse com a segurança de quem tem certeza:

- Mamãe, você disse que o papai morreu, mas eu asseguro que isso não é verdade.

A mãe olhou-o com ternura e desejando consolá-lo, disse:

- Sim filho, o papai vive além da cortina que nos separa dele momentaneamente.

- Não, mamãe! O papai vive e viverá para sempre.

- Ele vive em mim através de tudo o que me ensinou...

- Quando sou obediente, eu o sinto em minha intimidade porque foi ele quem me ensinou a obedecer.

- Quando sou honesto, lembro-me das muitas vezes que ele enalteceu a honestidade.

- Quando perdôo meus amigos, quase o ouço dizer: “filho, quem perdoa não adoece, porque não guarda o lixo da mágoa na intimidade”.

- Quando sinto que a inveja deseja instalar-se em minha alma, lembro-me de ter ouvido de seus lábios: “a inveja é um ácido corrosivo que prejudica quem a alimenta”.

- E quando, por fim, meu coração se enche de saudade e penso que não mais a suportarei, uma suave brisa perpassa meu ser e ouço sua voz falando baixinho:

- “Filho, eu estou ao seu lado, não duvide”.

- E é assim, mãezinha, que eu sei que papai não morreu. Sinto que ele continua vivo, não somente atrás da cortina que temporariamente nos separa, mas também através da herança de amor que legou a todos nós.

Quem deseja plantar apenas por alguns dias, planta flores.

Quem deseja plantar para alguns anos ou séculos, planta árvores.

Mas quem quer plantar para a eternidade, planta idéias nobres nos corações daqueles a quem ama.


“Viver é mais que vencer dias e anos. É preenchê-los com ideais de amor, grandeza e otimismo. É plantar hoje o que desejamos amanhã”.

25/03/2014

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O menino olhava sua avó escrevendo uma carta.

A certa altura perguntou:

- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? É uma história sobre mim?

A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:

- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.

- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!

- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

- Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.

- Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.

- Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.

- Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.

- Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação.


“É sempre muito bom acreditar na evolução e pensar que o homem ainda não está concluído.

21/03/2014

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Logo após o término da Segunda Grande Guerra, a Europa começou a ajuntar os cacos do que restara.

Grande parte da Inglaterra estava destruída. As ruínas estavam por todo lugar. E, possivelmente, o lado mais triste da guerra tenha sido assistir as criancinhas órfãs morrendo de fome, nas ruas das cidades devastadas.

Certa manhã de muito frio, na capital londrina, um soldado americano estava retornando ao acampamento. Numa esquina, ele viu, do seu jipe, um menino com o nariz pressionado contra o vidro de uma confeitaria.

Parou o veículo, desceu e se aproximou do garoto. Lá dentro, o confeiteiro sovava a massa para uma fornada de rosquinhas.

Os olhos arregalados do menino, falava da fome que lhe devorava as entranhas. Ele observava todos os movimentos do confeiteiro, sem perder nenhum.

Através do vidro embaçado pela fumaça, o soldado viu as rosquinhas quentes, e de dar água na boca, sendo retiradas do forno. Logo mais, o confeiteiro as colocou no balcão de vidro com todo o cuidado.

O soldado ouviu o gemido do menino e percebeu como ele salivava. Em pé, ao lado dele, comoveu-se diante daquele órfão desconhecido.

- Filho, você gostaria de comer algumas rosquinhas?

O menino se assustou. Nem percebera a presença do homem a observá-lo, tão absorto estava na sua contemplação.

- Sim, respondeu. Eu gostaria.

O soldado entrou na confeitaria e comprou uma dúzia de rosquinhas. Colocou-as dentro de um saco de papel e se dirigiu ao local onde o menino se encontrava, na gélida e nevoenta manhã de Londres. Sorriu e lhe entregou as rosquinhas, dizendo de forma descontraída:

- Aqui estão as rosquinhas.

Virou-se para se afastar. Entretanto, sentiu um puxão em sua farda. Olhou para trás e ouviu o menino perguntar, baixinho:

- Moço, você é Deus?

Em diversas situações, pequenos gestos significam muito para algumas vidas.


“Nunca subestime o poder de suas ações. Com um pequeno gesto você pode mudar a vida de uma pessoa. Para melhor ou para pior”.

20/03/2014

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Uma tarde, um menino aproximou-se de sua mãe, que preparava o jantar, e entregou-lhe uma folha de papel com algo escrito. Depois que ela secou as mãos e tirou o avental, ela leu: 

- Cortar a grama do jardim: R$3,00 

- Por limpar meu quarto esta semana R$1,00 - Por ir ao supermercado em seu lugar R$2,00 

- Por cuidar de meu irmãozinho enquanto você ia àscompras R$2,00 

- Por tirar o lixo toda semana R$1,00 

- Por ter um boletim com boas notas R$5,00 

- Por limpar e varrer o quintal R$2,00 

- TOTAL DA DIVIDA R$16,00 

A mãe olhou o menino, que aguardava cheio de expectativa. 

Finalmente, ela pegou um lápis e no verso da mesma nota escreveu: 

- Por levar-te nove meses em meu ventre e dar-te a vida - NADA 

- Por tantas noites sem dormir, curar-te e orar por ti - NADA 

- Pelos problemas e pelos prantos que me causastes - NADA 

- Pelo medo e pelas preocupações que me esperam -NADA 

- Por comidas, roupas e brinquedos - NADA 

- Por limpar-te o nariz - NADA 

- CUSTO TOTAL DE MEU AMOR - NADA 

Quando o menino terminou de ler o que sua mãe haviaescrito tinha os olhos cheios de lágrimas. 

Olhou nos olhos da mãe e disse: "Eu te amo, mamãe!!!" 

Logo após, pegou um lápis e escreveu com uma letraenorme: 

"TOTALMENTE PAGO". 

Assim somos nós adultos, como crianças, querendor recompensa por boas ações que fazemos. 

É difícil entender que a melhor recompensa é o AMOR que vem de Deus. 

E para nossa sorte é GRATIS. Basta querermos recebê-lo em nossas vidas! 

Que DEUS, abençôe todos vocês no dia de hoje (e sempre), e não devemos esquecer do AMOR universal que nos é cedido pelo PAI !

19/03/2014

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Há muito tempo, numa floresta verdejante e silenciosa, próximo a um riacho de águas cristalinas e espumantes corredeiras, vivia um pobre lenhador que trabalhava muito para sustentar a família. Todos os dias, empreendia a árdua caminhada floresta adentro, levando ao ombro seu afiado machado. Partia sempre assobiando contente, pois sabia que enquanto tivesse saúde e o machado, conseguiria ganhar o suficiente para comprar todo o pão que a família precisava.

Um dia, estava ele cortando um enorme carvalho perto do rio. As lascas voavam longe e o barulho do machado ecoava pela floresta com tanta força que parecia haver uma dúzia de lenhadores trabalhando.

Passado algum tempo, resolveu descansar um pouco. Recostou o machado na árvore e virou-se para sentar, mas tropeçou numa raiz velha e retorcida, e antes que pudesse pegá-lo, o machado caiu pela ribanceira abaixo, indo parar no rio!

O pobre lenhador esquadrinhou as águas tentando encontrar o machado, mas aquele trecho era fundo demais. O rio continuava correndo com a mesma tranqüilidade de sempre, ocultando o tesouro perdido.

– O que hei de fazer? Perdi o machado! Como vou dar de comer aos meus filhos? – gritou o lenhador.

Mal acabara de falar, surgiu de dentro do riacho uma bela mulher. Era a fada do rio que viera até a superfície ao ouvir o lamento.

– Por que você esta sofrendo tanto? – perguntou, em tom amável. O lenhador contou o que acontecera e ela mergulhou em seguida, tornando a aparecer na superfície segundos depois com um machado de prata.

– É este o machado que você perdeu?

O lenhador pensou em todas as coisas lindas que poderia comprar para os filhos com toda aquela prata! Mas o machado não era dele, então balançou a cabeça, dizendo: – Meu machado era de aço.

A fada das águas colocou o machado de prata sobre a barranca do rio e tornou a mergulhar. Voltou logo e mostrou outro machado ao lenhador:

– Talvez este machado seja o seu?

– Não é não! Esse é de ouro! Vale muito mais do que o meu.

A fada das águas colocou o machado de ouro na barranca do rio. Mergulhou mais uma vez. Tornou a subir à tona. Desta vez, trouxe o machado perdido.

– Esse é o meu! É o meu, sim; sem duvida!

– É o seu – disse a fada das águas, - e agora também são seus os outros dois. São um presente do rio, por você ter dito a verdade.

E à noitinha, o lenhador empreendeu a árdua caminhada de volta para casa com os três machados às costas, assobiando contente e pensando em todas as coisas boas que eles iriam trazer para sua família.


“Sereis tanto mais influentes quanto mais fordes corretos e justos”. - Juscelino Kubitschek

17/03/2014


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Havia, num bosque isolado, uma bonita violeta que vivia satisfeita entre suas companheiras.
Certa manha, levantou a cabeça e viu uma rosa que se balançava acima dela, radiante e orgulhosa.
Gemeu a violeta dizendo:"Pouca sorte tenho eu entre as flores!Humilde e meu destino!Vivo pegada a terra, e não posso levantar a face para o sol como fazem as rosas."
A Natureza ouviu, e disse a violeta:"Que te aconteceu, filhinha?As vãs ambições apoderaram-se de ti?
-Suplico-te, o Mãe Poderosa, disse a violeta, transforma-me numa rosa, por um dia só que seja.
-Tu não sabes o que estas pedindo, retrucou a Natureza.Ignoras o que se esconde de infortúnios atrás das aparentes grandezas.
-Transforma-me numa rosa esbelta e alta, insistiu a violeta. E tudo o que me acontecer será conseqüência dos meus próprios desejos e aspirações.
A Natureza estendeu sua mão mágica, e a violeta tornou-se uma rosa suntuosa.
Na tarde daquele dia, o céu escureceu-se, e os ventos e a chuva devastaram o bosque. As arvores e as rosas foram abatidas. Somente as humildes violetas escaparam ao massacre.E uma delas, olhando em volta de si, gritou as suas companheiras:"Hei, vejam o que a tempestade fez das grandes plantas que se levantavam com orgulho e impertinência."
Disse a outra:"Nos apegamos a terra, mas escapamos as fúrias dos furacões."
Disse uma terceira:"Somos pequenas e humildes; mas as tempestades nada podem contra nos."
Então, a rainha das violetas viu a rosa que tinha sido violeta, estendida no chão como morta. E disse:
-Vejam e meditem minhas filhas, sobre a sorte da violeta que as ambições iludiram.Que seu infortúnio lhes sirva de exemplo.
Ouvindo essas palavras , a rosa agonizante estremeceu e, apelando para todas as suas forcas, disse com voz entrecortada:
"Ouvi vos, ignorantes, satisfeitas, covardes. Ontem, eu era como vos, humilde e segura. Mas a satisfação que me protegia também me limitava. Podia continuar a viver como vos, pegada a terra, ate que o inverno me envolvesse em sua neve me levasse para o silencio eterno sem que soubesse dos segredos e glorias da vida mais do que inúmeras gerações de violetas, desde que ha violetas.
"Mas escutei no silencio da noite e ouvi o Mundo superior dizer a este mundo:"O alvo da vida e atingir o que ha alem da vida." Pedi então a Natureza- que nada mais e do que a exteriorização de nossos sonhos invisíveis para transformar-me em rosa. E a Natureza acedeu ao meu desejo.
"Vivi uma hora como rosa. Vivi uma hora como rainha. Vi o mundo pelos olhos das rosas. Ouvi a melodia do éter com o ouvido das rosas. Acariciei a luz com as pétalas das rosas. Pode alguma de vos reclamar essa honra?
"Morro agora, levando na alma o que nenhuma alma de violeta jamais experimentara. Morro,sabendo o que ha atrás dos horizontes estreitos onde nascera. E esse o alvo da vida".

10/03/2014

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Era uma vez um garoto que nasceu com uma doença que não tinha cura, tinha 17 anos e podia morrer a qualquer momento.

 

Sempre viveu na casa de seus pais, sob o cuidado constante de sua mãe.

Um dia decidiu sair sozinho e, com a permissão da mãe, caminhou pela sua quadra, olhando as vitrines e as pessoas que passavam.

Ao passar por uma loja de discos, notou a presença de uma garota, mais ou menos de sua idade, que parecia ser feita de feita de ternura e beleza.

Foi amor a primeira vista.

Abriu a porta e entrou, sem olhar para mais nada que não a sua amada.

Aproximando-se timidamente, chegou ao balcão onde estava.

 

Quando viu, ela deu-lhe um sorriso e perguntou se podia ajudá-lo em alguma coisa.

 

Era o sorriso mais lindo que ele havia visto, e a emoção foi tão forte que ele mal conseguiu dizer que queria um CD.

 

Pegou o primeiro que encontrou sem olhar de quem era, e disse:

-Esse aqui...!

-Quer que embrulhe para presente? - perguntou a garota, sorrindo ainda mais...

Ele balançou a cabeça para dizer que sim e disse:

-É para mim mesmo mas eu gostaria que você embrulhasse.

Ela saiu do balcão e voltou pouco depois, com o CD muito bem embalado.

 

Ele pegou o pacote e saiu, louco de vontade de ficar por ali, admirando aquela figura divina.

Daquele dia em diante, todas as tardes voltava à loja de discos e comprava um CD qualquer.

 

Todas às vezes a garota deixava o balcão e voltava com um embrulho cada vez mais bem feito, que ele guardava no seu quarto, sem sequer abrir.

Ele estava apaixonado, mas tinha medo da reação dela, e assim por mais que ela sempre o recebesse com um sorriso doce, não tinha coragem para convidá-la para sair e conversar.

Comentou sobre isso com sua mãe e ela o incentivou muito a chamá-la para sair.

Um dia ele se encheu de coragem e foi para a loja.

Como todos os dias comprou outro CD e como sempre , ela foi embrulhá-lo.

Quando ela não estava vendo, deixou um papel com seu nome e telefone no balcão e saiu da loja correndo.

No dia seguinte o telefone tocou e a mãe do jovem atendeu.

Era a garota perguntando por ele.

A mãe, desconsolada, nem perguntou quem era, começou a soluçar e disse:

-Então, você não sabe? Faleceu essa manhã.

Mais tarde, a mãe entrou no quarto do filho, para olhar suas roupas e ficou surpresa com a quantidade de CDs, todos embrulhados.

Ficou curiosa e decidiu abrir um deles.

Ao fazê-lo, viu cair um pedaço de papel, onde estava escrito.

"Você é muito simpático, não quer me convidar para sair? Eu adoraria", emocionada, a mãe abriu outro CD e dele também caiu um papel que dizia o mesmo e assim todos quantos ela abriu traziam uma mensagem de carinho e esperança de conhecer aquele rapaz.

Assim é a vida: não espere demais para dizer a alguém especial aquilo que você sente. Diga-o já; amanhã pode ser muito tarde.


Essa mensagem foi escrita para fazer as pessoas refletirem e assim, pouco a pouco tentar mudar o mundo.
Não deixe para amanhã. Quem sabe não dê mais tempo...

06/03/2014

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Seis homens ficaram bloqueados numa caverna por uma avalanche de neve. Teriam que esperar até o amanhecer para poderem receber socorro.

Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Se o fogo apagasse - eles o sabiam, todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.

O primeiro homem era um racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então ele raciocinou consigo mesmo:

- "Aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro." E guardou-as protegendo-as dos olhares dos demais.

O segundo homem era um rico avarento. Ele estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um círculo em torno do fogo bruxuleante, um homem da montanha, que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele fez as contas do valor da sua lenha e enquanto mentalmente sonhava com o seu lucro, pensou:

- "Eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso?"

O terceiro homem era o negro. Seus olhos faiscavam de ira e ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou mesmo aquela superioridade moral que o sofrimento ensinava. Seu pensamento era muito prático:

- "É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem". E guardou suas lenhas com cuidado.

O quarto homem era o pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve.

Ele pensou:
- "Esta nevasca pode durar vários dias. vou guardar minha lenha."

O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas. Nem lhe passou pela cabeça oferecer da lenha que carregava.

Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil.

O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosa das mãos, os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido.

- "Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos meus gravetos."

Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e finalmente apagou.

Ao alvorecer do dia, quando os homens do Socorro chegaram à caverna encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de Socorro disse:

- "O frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro."

05/03/2014

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